O hidrogênio é transportado em tanques de aço e tubulações. No entanto, o H2 causa fragilização dos aços acumulando-se em microestruturas chamadas deslocamentos e nas fronteiras entre os cristais individuais dos quais o aço é composto.  Esse acúmulo de hidrogênio enfraquece o aço ao longo desses elementos, levando a fragilizações que podem permitir que o aço frature facilmente. Medir a localização precisa dos átomos de hidrogênio no aço tem sido desafiador. Métodos anteriores, como espectroscopia de dessorção térmica, podiam identificar o aprisionamento do hidrogênio, porém, não conseguiam identificar facilmente as contribuições relativas de diferentes microestruturas.

Esse projeto será realizado em três fases: A primeira será uma fase de demonstração para a produção de combustíveis de transporte, a segunda será a produção de hidrogênio como combustível para formar um blending de Gás Natural + H2  na rede de gás da Austrália Ocidental, e a terceira e última fase será seguida por uma expansão em larga escala da produção do H2 para exportação.

A Siemens AG (Munique, Alemanha; www.siemens.com ) é parceira de tecnologia do projeto e pretende usar sua tecnologia de eletrolisador Silyser, que é baseada em uma membrana de troca de prótons (PEM), especialmente projetada para utilização das energias eólica e solar para produção de H2.

O projeto é o segundo projeto maciço de energia renovável na Austrália Ocidental, após a instalação eólica e solar de 15 GW proposta para a região de Pilbara, conhecida como Asian Renewable Energy Hub (Centro Asiático de Energia Renovável), e apoiada pela CWP Renewables (Newcastle, Austrália; www.cwprenewbles.com ), Macquarie Group (Sydney, Austrália; www.macquarie. com) e pela fabricante de turbinas eólicas Vestas (Aarhus, Dinamarca; www.vestas.com ). Esse projeto representa cerca de US$ 30 bilhões em investimentos e tem potencial para gerar 50 terawatt-hora de eletricidade por ano.